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Quanto Custa Criar um Site em 2026? Guia Completo de Preços

Site institucional, landing page, e-commerce ou sistema web: valores reais de mercado no Brasil em 2026 e o que cada orçamento deve incluir.

Quanto Custa Criar um Site em 2026? Guia Completo de Preços
20 febbraio 202612 min di letturaTiago Silva Dal Bosco

Quanto custa criar um site em 2026? Preços reais no Brasil

Uma das perguntas que mais recebemos na TS Digitais — e que qualquer agência ou freelancer brasileiro ouve todos os dias — é: "quanto custa criar um site?" A resposta honesta é que depende de dezenas de variáveis. Mas isso não te ajuda em nada na hora de montar orçamento.

Neste guia, você vai encontrar faixas de preço reais praticadas no Brasil em 2026, o que está incluído (e o que não está) em cada valor, e uma planilha mental para você mesmo estimar qualquer projeto de site — seja institucional, landing page, e-commerce ou sistema web.

Por que existe tanta variação de preço?

Antes de qualquer tabela, é importante entender o que gera diferença de R$ 1.000 para R$ 100.000 em projetos que "parecem iguais". Os fatores principais são:

  • Escopo de páginas e funcionalidades: um site de 5 páginas não custa o mesmo que um de 50.
  • Tecnologia utilizada: WordPress pronto vs. desenvolvimento sob medida em Next.js muda completamente a estimativa de horas.
  • Design: usar um template comprado por R$ 200 é diferente de criar uma identidade visual exclusiva.
  • Integrações: pagamento, CRM, ERP, automações de marketing, API de frete... cada integração soma horas.
  • Conteúdo: quem escreve e produz as imagens? Fotografia profissional é um custo separado.
  • Manutenção e evolução: um site não é uma entrega única. É um produto contínuo.

Regra prática do mercado: 70% do custo de um site é mão de obra, não tecnologia. Quando você escolhe uma stack mais produtiva (como Next.js com componentes prontos), o preço cai porque o tempo cai.

Preços médios praticados no Brasil em 2026

Os valores abaixo refletem o que agências de médio porte e profissionais qualificados cobram no mercado brasileiro hoje. São faixas, não tabela fixa — cidades como São Paulo e Florianópolis tendem a ficar no topo da faixa, enquanto interior fica na base.

Site institucional

Um site institucional bem feito tem, em geral, entre 5 e 15 páginas: home, sobre, serviços, portfólio, blog, contato.

FormatoFaixa de preçoPrazo típico
Template WordPress personalizadoR$ 2.500 – R$ 6.0002–4 semanas
Site sob medida (HTML/CSS ou headless)R$ 6.000 – R$ 15.0004–8 semanas
Site com identidade visual nova + copywritingR$ 15.000 – R$ 30.0006–12 semanas
O que costuma estar incluído nesse valor:
Layout responsivo (mobile-first)
Configuração de domínio e hospedagem
Página de contato com formulário
Noções básicas de SEO (títulos, meta descriptions, sitemap)
Integração com Google Analytics
Entrega e treinamento básico
O que não costuma estar incluído:
Fotografia profissional ou produção de vídeo
Copywriting profissional (muitas agências cobram à parte por palavra ou por página)
Identidade visual completa (logo + manual)
E-mail corporativo configurado
Manutenção mensal
Landing page
A landing page é a página de conversão por excelência. Ela é mais barata que um site completo, mas exige a mesma qualidade de design e copy para converter.
FormatoFaixa de preçoPrazo típico
Landing page em construtor (LeadPages, RD, Instapage)R$ 800 – R$ 2.5001–2 semanas
Landing page sob medida com animaçõesR$ 3.000 – R$ 8.0002–4 semanas
Landing page + copywriting + testes A/BR$ 8.000 – R$ 20.0003–6 semanas
O grande diferencial da landing page é o foco. Cada elemento existe para levar o visitante a uma única ação: preencher o formulário, clicar no WhatsApp ou comprar.
E-commerce
E-commerce é onde os custos mais escalam, porque envolvem catálogo, checkout, pagamento, frete e logística.
FormatoFaixa de preçoPrazo típico
Loja em WooCommerce com tema profissionalR$ 6.000 – R$ 15.0004–10 semanas
Loja em Shopify (configuração + customização)R$ 5.000 – R$ 18.0003–8 semanas
E-commerce headless sob medidaR$ 30.000 – R$ 100.000+3–6 meses
Além do custo de desenvolvimento, prepare-se para custos recorrentes de plataforma (Shopify cobra a partir de US$ 39/mês, WooCommerce precisa de hospedagem robusta), gateways de pagamento (taxas por transação), módulos de frete e, se for o caso, integração com ERPs como Bling ou Tiny.
Sistema web / aplicação
Quando o projeto deixa de ser "site" e vira "sistema" — portal do cliente, intranet, marketplace, área de membros, dashboard — a precificação muda completamente. O custo passa a ser medido em horas de engenharia, não em páginas.
FormatoFaixa de preçoPrazo típico
Área de membros / portal simplesR$ 12.000 – R$ 40.0001–3 meses
Sistema com painel administrativo e integraçõesR$ 40.000 – R$ 120.0002–6 meses
Marketplace / plataforma multi-tenantR$ 120.000 – R$ 500.000+6–12 meses
Como estimar o custo do seu próprio projeto
Uma boa forma de estimar qualquer projeto é pelo cálculo de horas. Um profissional júnior cobra entre R$ 80 e R$ 150/hora; pleno entre R$ 150 e R$ 250/hora; sênior entre R$ 250 e R$ 450/hora. Uma agência cobra entre R$ 150 e R$ 300/hora, dependendo da estrutura e do time alocado.
Para estimar:
Liste todas as páginas que o site precisa ter.
Liste todas as funcionalidades além de texto e imagem: formulários, blog, busca, área logada, integrações, pagamento.
Multiplique o número de telas por um fator de complexidade:
# Estimativa grosseira em horas
horas_estimadas = (numero_de_paginas * 8) + (funcionalidades * 20) + (design * 30)

Onde design vale 0 se você vai usar template e 1 se é design exclusivo.

  1. Adicione 30% de margem para revisões, reuniões e imprevistos técnicos. Todo mundo subestima em 30%.

Faixas de preço por nicho e porte

Os valores variam também conforme o setor e o porte da empresa, porque mudam o nível de exigência, o número de integrações e o custo de cada hora dedicada:

Nicho / porteCusto típico de criaçãoObservações
Microempresa local (profissional liberal, clínica, comércio)R$ 2.000 – R$ 5.000Instituto simples, muitas vezes com agendamento
Indústria e B2B de médio porteR$ 8.000 – R$ 20.000Site institucional robusto, portfólio, múltiplas áreas de negócio
Serviços financeiros, saúde e advocaciaR$ 10.000 – R$ 25.000Exigência alta de credibilidade, compliance e design
E-commerce inicianteR$ 6.000 – R$ 18.000WooCommerce ou Shopify com catálogo inicial
Franquia ou multi-unidadesR$ 20.000 – R$ 60.000Multi-site, busca por unidade, integração com CRM
Governo e licitaçõesR$ 30.000 – R$ 150.000+Documentação extensa, acessibilidade (e-MAG), processos formais
O mesmo projeto muda de preço dependendo de quem executa: um freelancer com boas referências entrega institucionais sólidos entre R$ 3.000 e R$ 8.000; uma agência completa (design + desenvolvimento + SEO + suporte) parte de R$ 8.000 para o mesmo escopo. O que você está pagando a mais é o time e a responsabilidade.
O que a qualidade "extra" compra na prática
Quando o preço sobe de R$ 3.000 para R$ 15.000, o que exatamente muda? Não é só "design mais bonito". É:
Pesquisa e estratégia: entender o público, os concorrentes e o funil antes de desenhar qualquer tela.
UX e wireframes: a estrutura nasce da experiência, não da preferência estética.
Copywriting profissional: textos que convertem, escritos por quem entende de psicologia de venda.
SEO técnico real: schema, performance, indexação correta — não só "colocar o plugin".
Testes de qualidade: compatibilidade, responsividade real, testes em dispositivos.
Suporte e documentação: entrega com manual, padrões e um time que responde quando algo quebra.
Custos recorrentes que você não pode ignorar
O preço de criar é só a ponta do iceberg. Em 2026, um site saudável tem custos mensais:
ItemCusto mensal típico
Domínio (.com.br)R$ 40 – R$ 60/ano (prorrateado)
Hospedagem compartilhadaR$ 15 – R$ 50
VPS / cloudR$ 80 – R$ 400
Deploy na Vercel (hobby)Gratuito; Pro a partir de US$ 20/mês
Certificado SSLGratuito (Let's Encrypt) na maioria
Manutenção e atualizaçõesR$ 150 – R$ 800
SEO mensalR$ 1.000 – R$ 5.000
Tráfego pagoA partir de R$ 1.000 (recomendado)
A maior parte dos orçamentos de site no Brasil "esquece" a manutenção. O resultado são sites quebrados, com dependências desatualizadas e lentos 8 meses depois do lançamento. Inclua manutenção no orçamento desde o início.
Por que sites baratos costumam sair caros
Se o preço parece bom demais para ser verdade, desconfie. Os custos escondidos dos sites "baratos" aparecem depois:
Templates lotados de plugins: cada plugin é uma superfície de ataque e uma chance de conflito. Manter custa caro.
Sem SEO técnico: você economiza R$ 2.000 na criação e paga R$ 5.000/mês em tráfego pago para compensar o Google não indexar suas páginas.
Sem responsividade de verdade: o site "funciona no desktop" e quebra no celular, onde está 60%+ do seu tráfego.
Sem padrões de performance: sites lentos convertem menos e são penalizados pelo Core Web Vitals.
Dependência total do desenvolvedor: sem documentação e sem padrões, qualquer mudança vira um novo projeto.
Checklist para pedir orçamentos comparáveis
Para não comparar maçãs com laranjas, use este checklist ao pedir propostas:
Quantas páginas estão no escopo? Há limite de revisões de design?
O design é exclusivo ou derivado de template?
O site é responsivo e mobile-first desde o primeiro wireframe?
Quem produz o conteúdo (textos e imagens)? Está incluso?
SEO técnico está incluso? Quais entregáveis (sitemap, schema, meta tags)?
A hospedagem está inclusa? Por quanto tempo?
Há manutenção mensal? O que ela cobre?
Qual é o prazo e o que acontece em caso de atraso?
Quem é dono do domínio, da hospedagem e do código?
Há garantia de correção de bugs pós-lançamento? Por quanto tempo?
Como funciona o acesso ao painel para atualizar conteúdo?
A agência/desenvolvedor entende de conversão e UX, ou só de "ficar bonito"?
Como negociar com agências e freelancers sem cair em armadilhas
Negociação é parte legítima do processo — desde que você negocie escopo, não preço. As estratégias que funcionam:
Peça a proposta em escopo detalhado: página por página, entrega por entrega. Isso permite comparar propostas de verdade.
Negocie pacotes, não descontos: em vez de "dá desconto", peça "inclui os 3 primeiros meses de manutenção". O valor percebido sobe sem corroer a margem do prestador.
Desconfie de preços fechados na primeira conversa: projetos complexos não têm preço de cabeça. Uma boa proposta leva dias para ser elaborada.
Defina o que é reajuste: já deixa no contrato o custo de mudanças de escopo (adicional de páginas, novas funcionalidades). Isso evita o famoso "a cada pedido, um novo orçamento".
Cláusula de entregáveis: pague por marcos (início, aprovação de design, entrega final), não tudo adiantado nem tudo no fim.
Garanta o código: no contrato, deixe claro que você é dono do código e que ele será entregue de forma utilizável (repositório, acessos). Isso evita refém de fornecedor.
O sinal de alerta definitivo: se o preço está 50% abaixo do mercado, algo está fora do escopo — geralmente, a qualidade. Ninguém vende excelência com desconto permanente.
O retorno do investimento: site como ativo, não despesa
A melhor forma de avaliar o custo de um site é como investimento. Faça a conta com seus números:
CAC (custo de aquisição via site) = Custo total (criação ÷ 24 meses + manutenção mensal)
                                  ÷ (Leads mensais × taxa de conversão)

Exemplo:
- Criação: R$ 12.000 (amortizada em 24 meses = R$ 500/mês)
- Manutenção + hospedagem: R$ 300/mês
- Custo mensal total: R$ 800
- Tráfego mensal: 1.500 visitas
- Conversão: 2% → 30 leads/mês
- CAC = 800 ÷ 30 = R$ 27 por lead

Se cada lead vale mais que R$ 27 para o seu negócio (o que é quase sempre verdade em serviços e B2B), o site se paga sozinho — e o custo de criação deixa de ser despesa para ser o capital que financia seu canal de aquisição mais barato. É por isso que comparar preço de site sem olhar o retorno é comparar o preço do carro sem olhar o que ele vai te fazer ganhar.

Quando vale a pena investir mais

Nem todo negócio precisa de um site de R$ 30.000. A decisão de investimento deve seguir o retorno esperado:

  • Negócios locais (restaurante, clínica, oficina) funcionam bem com institucional de R$ 3.000–R$ 6.000 bem posicionado no Google Maps e Google Business Profile.
  • E-commerce: não existe barato. Se o plano é vender de verdade, aloque entre R$ 10.000 e R$ 30.000 para começar direito.
  • Empresas B2B que vivem de captação de leads: o site é sua força de vendas. Um site de R$ 15.000 que converte 3% e um de R$ 5.000 que converte 1% não estão competindo no mesmo nível — o primeiro se paga em meses.
  • Produtos digitais e SaaS: não pense em "site", pense em produto. Orçamento de engenharia de verdade.

Na TS Digitais, recomendamos sempre inverter a pergunta: em vez de "quanto custa criar um site?", pergunte "quanto vale um novo cliente vindo do site para o meu negócio?". A resposta multiplicada pelo volume esperado define o orçamento correto — e na maioria dos casos, o site se paga sozinho.

FAQ

Qual é o preço médio de um site institucional no Brasil em 2026?

O valor médio praticado por agências fica entre R$ 4.000 e R$ 10.000 para um institucional de 5 a 15 páginas com design sob medida, SEO básico e responsividade. Com template WordPress, é possível começar em R$ 2.500, mas os custos de manutenção e ajustes tendem a ser maiores.

Vale mais a pena contratar agência ou freelancer?

Depende do escopo. Para landing pages e sites simples, um freelancer sênior entrega ótimo resultado por menos. Para e-commerce, sistemas e projetos que dependem de prazos e continuidade, uma agência oferece time completo (design, dev, SEO, suporte) e menor risco de "sumiço". Em projetos grandes, o valor está na estrutura, não no preço por hora.

O que está incluído quando a agência diz "custo de criação"?

Geralmente: design responsivo, desenvolvimento, configuração de hospedagem e domínio, SEO técnico básico e treinamento. Não costuma estar incluído: fotos, textos profissionais, identidade visual, integrações complexas e manutenção mensal. Sempre peça a proposta com o escopo detalhado item a item.

Por que e-commerce é tão mais caro que site institucional?

Porque envolve catálogo de produtos, checkout, gateway de pagamento, cálculo de frete, integração com ERP/estoque e muito mais testes. Além do desenvolvimento, há custos recorrentes de plataforma e transações. É um produto contínuo, não uma entrega única.

Quanto custa manter um site por mês?

Entre R$ 150 e R$ 800/mês para hospedagem + manutenção básica em uma agência. SEO recorrente fica entre R$ 1.000 e R$ 5.000/mês, e tráfego pago a partir de R$ 1.000/mês. Negócios que dependem do site para vender devem encarar esses custos como operação, não como despesa opcional.


Artigo escrito por Tiago Silva Dal Bosco, fundador da TS Digitais.

#Preços#Site Institucional#Landing Page#E-commerce#Orçamento
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Tiago Silva Dal Bosco

Fundador & Especialista SEO

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